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Este trabalho, resultado de parceria da Ernst & Young com a Fundação Getulio Vargas (FGV), busca jogar luz em um novo ambiente que se desenha no País com a Copa do Mundo e que poderá proporcionar, com preparo adequado do poder público e da iniciativa privada, inúmeras oportunidades de crescimento.
Os impactos socioeconômicos – fluxo de bem-estar que o evento gerará para a população brasileira – têm diversas dimensões e serão percebidos em função de vários fatores. Dependem de que o País consiga aportar os investimentos e as ações necessárias a tempo de o evento ser realizado de forma bem-sucedida;
de que aproveite os legados da Copa, transformando-os em bens perenes; e, finalmente, de que alcance esses objetivos de forma economicamente eficiente, sem dispêndios excessivos, má alocação de recursos ou custos de oportunidade.

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Jogadores Empreendedores

Publicado: 10 de fevereiro de 2009 em Empreendedorismo


Atletas diversificam negócios e esquecem bola visando aposentadoria

Pizzaria, ações, academia… Cada vez mais os jogadores de futebol tentam escapar da quadra técnico-diretor-agente-comentarista e antecipam planejamento para a hora de pendurarem as chuteiras

Jorge Corrêa, especial para o Pelé.Net*

SÃO PAULO – Gilmar Rinaldi, ex-goleiro da seleção brasileira, virou empresário de jogadores. Zico é técnico de futebol. Toninho Cecílio, gerente de futebol, já foi zagueiro do Palmeiras. Ex-jogador seguir no futebol após a aposentadoria é comum. Hoje, porém, alguns boleiros contrariam a regra e entram em campos que nada têm a ver com a bola depois de deixar os gramados.

Cada vez mais atletas diversificam suas fontes de renda e antecipam a preocupação com a hora de pendurar as chuteiras. O Pelé.Net procurou os jogadores que, mesmo ainda atuando dentro dos gramados, já procuram uma forma de se sustentarem quando chegar a hora do adeus – alguns aproveitam até para rechear suas contas agora.

No São Paulo, dois jogadores têm essa preocupação. O goleiro reserva Bosco é dono de uma loja de decorações que é comandada por sua esposa. Já o zagueiro Rodrigo tem uma academia na cidade de Itatiba. “Acho importante ter um investimento agora, pois assim quando eu encerrar a carreira já sei que rumo vou tomar”, disse o defensor.

Um dos negócios que mais interessam a jogadores de futebol é o de pousadas no litoral. Luciano Baiano, 31 anos, lateral-direito do Bahia, é dono de uma em Morro de São Paulo, um vilarejo na Ilha de Tinharé que fica a 60 quilômetros ao sul de Salvador. O lateral-esquerdo Jadilson, que está emprestado ao Cruzeiro, tem uma pousada no município de Marechal Deodoro, a 33 quilômetros de Maceió.

“Vemos várias histórias de atletas que pararam de jogar e estão na maior dificuldade financeira, tendo de pedir dinheiro para os colegas porque não têm condições. O jogador precisa pensar sempre em montar uma empresa, alguma coisa que ele acredite que vai dar certo. É preciso pensar no amanhã, não ficar só no hoje”, disse Jadilson.

No Internacional, um atual jogador e um ex seguiram o mesmo caminho. Daniel Carvalho, titular na equipe, e Fernandão, que deixou o clube este ano, abriram uma pizzaria “Pretendo morar em Porto Alegre quando encerrar a carreira, talvez depois de voltar a jogar no Inter, porque na cidade não tenho apenas o carinho dos colorados, mas de todos os gaúchos”, afirmou Fernandão, que abriu o negócio junto com o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto.

Mesmo com a atual crise que afeta os mercados do mundo todo, o experiente atacante Kuki não se arrepende de ter investido em ações. “Já faz um tempo que procuro me inteirar sobre o mercado financeiro. Sempre fico antenado com as mudanças do dólar e há dois anos comecei a investir na Bolsa. Trato isso como um hobby. Gosto tanto que nem com essa crise financeira eu parei de investir.”

O zagueiro e capitão do Corinthians William entrou em um ramo ainda mais diferente. Ele investe em fazendas que plantam eucalipto. “Já estou nisso há sete anos, pois é bem rentável. Se você vender para fazer carvão leva cinco anos para ter retorno, enquanto celulose demora oito. Foi um amigo que me apresentou o negócio e eu me interessei.”

E a diversidade de negócios não pára por aí. O zagueiro flamenguista Fábio Luciano é proprietário de uma pizzaria em São Paulo. No Santos, o atacante Kléber Pereira é sócio de uma empreiteira no Nordeste, enquanto o zagueiro Fabão é dono de uma empresa de frete. Geraldo, do Náutico, possui lojas de roupas, enquanto Rubens Cardoso, do Coritiba, tem lojas de chocolates em shoppings na capital paranaense.

“Nunca sabemos o dia de amanhã. Tenho 25 anos e preciso pensar no meu futuro. Já vi muitos companheiros que não pensaram assim e hoje não têm nada. Eu acredito que, com o ganho com os aluguéis dos meus imóveis vou poder ter uma boa renda, após encerrar a carreira”, explicou Alan Bahia, volante do Atlético-PR.

Até mesmo jogadores que fizeram carreira no exterior entraram em ramos bem distintos do futebol. O lateral-direito Cafu, capital do pentacampeonato nacional, entrou no ramo de guinchos e postos de gasolina. Já Paulo César, do Toulouse da França e ex-Santos, abriu um centro de reabilitação de jogadores.

JOGADORES EMPREENDEDORES

Atualmente no Cruzeiro, o lateral Jadilson tem uma pousada no litoral de Alagoas

O zagueiro são-paulino Rodrigo é dono de uma academia na cidade de Itatiba

Antes de deixar o Internacional, Fernandão abriu uma pizzaria em Porto Alegre

O atacante e artilheiro santista Kléber Pereira é sócio de uma empreiteira no NE

Preocupado com o futuro, Alan Bahia, do Atlético-PR, investiu em imóveis

Até mesmo o capitão do penta Cafú diversificou suas fontes de renda