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Lubrificantes são substâncias que se interpõem entre as superfícies em movimento, formando uma camada, como se fosse uma película que evita, ou minimiza, o contato entre as superfícies e conseqüente desgaste, atritos e geração de calor. Os lubrificantes automotivos são um conjunto sofisticado de óleos básicos refinados, com aditivos de alta performance (ACDELCO, [199-?]).

Além das propriedades citadas acima, os lubrificantes devem:

– Proteger contra a corrosão;

Refrigerar o equipamento;

– Manter-se em boas condições de fluxo e, especialmente em motores de combustão interna;

– Remover os resíduos da combustão, mantendo-os dispersos no óleo lubrificante.

Os óleos básicos podem ser classificados, primariamente, como minerais ou sintéticos, em função da fonte ou do processo pelo qual são produzidos. Os óleos minerais são obtidos através da destilação e do refino do petróleo sendo classificados em parafínicos ou naftênicos, dependendo do tipo de hidrocarboneto predominante em sua composição. Os óleos básicos sintéticos são produzidos através de reações químicas, onde se busca obter produtos com propriedades adequadas às funções lubrificantes. Em geral, os básicos sintéticos têm como vantagens sobre os básicos minerais, maior estabilidade térmica e à oxidação, melhores propriedades a baixas temperaturas e menor volatilidade. Em contrapartida, os básicos minerais são muito mais baratos do que os sintéticos (CDTM AUTOMOTIVE, 2006).

Os aditivos são substanciais empregadas para melhorar ou conferir aos óleos básicos propriedades adequadas a um bom lubrificante. Pode-se dividir os aditivos utilizados em óleos para motores, em três grupos:

– O melhorador de índice de viscosidade;

– O abaixador de ponto de fluidez;

– O pacote de desempenho (CDTM AUTOMOTIVE, 2006).

O melhorador de índice de viscosidade e o abaixador de ponto de fluidez são utilizados para conferir ao óleo lubrificante boas propriedades reológicas, ou seja, a capacidade de se manter em boas condições de fluxo, tanto em baixas quanto em altas temperaturas. Já o pacote de desempenho responde pelas demais propriedades dos óleos, que podem ser resumidas por suas funções na proteção dos motores no tocante à formação de depósitos e na proteção das peãs contra desgaste ou corrosão. Desse modo, o pacote de desempenho possui aditivos com funções detergentes/dispersantes, antioxidantes, antidesgaste, inibidoras de corrosão e oxidação, dentre outras (CDTM AUTOMOTIVE, 2006).

Funções do Lubrificante: Lubrificar e prevenir contra desgaste; Reduzir o atrito (contato direto entre as partes em movimento); Permitir partidas rápidas; Proteger contra ferrugem e corrosão; Limpar e manter limpo o motor; Colaborar com o resfriamento do motor; Vedar pressões geradas na combustão; Absorver choques (ACDELCO, [199-?]).

Critérios de classificação dos lubrificantes automotivos: Pela Viscosidade – classificação de serviço SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos) Os óleos que tem a letra “W” (0W a 25W) de winter, em inglês, que significa “inverno”, são ideais para baixas temperaturas. Quando apresentam apenas números (20 a 60), a sua viscosidade é ideal para temperaturas mais elevadas. O lubrificante que apresenta a letra “W” entre dois números (ex.: 20W50), é um óleo multiviscoso que apresenta viscosidade adequada às variações de temperatura, ou seja, é fino no momento da partida do motor e se comporta como um óleo de alta viscosidade em altas temperaturas de operação (ACDELCO, [199-?]). Graus de viscosidade: 0W / 5W / 10W / 15W / 20W / 25W / 20 / 30 / 40 / 50 / 60 (ACDELCO, [199-?]).

Pelo Desempenho – classificação de serviço API (Instituto Americano de Petróleo) A classificação API define conjuntos de testes em motores padrões que constituem a definição da qualidade mínima que um óleo deve ter para atender a uma classificação de serviço. As classificações são simbolizadas pela série “S”, para motores a gasolina, álcool e GNV e pela série “C”, para motores diesel, acompanhadas da seqüência crescente das letras do alfabeto. A evolução dos projetos dos motores exige o desenvolvimento da performance dos lubrificantes (ACDELCO, [199-?]).

Esta classificação de óleos lubrificantes automotivos se refere ao nível de desempenho em motores. Existem várias entidades que estabelecem normas para a classificação de desempenho como a API (EUA), a ACEA (Europa) e a JASO (Japão). A classificação API é a mais aceita internacionalmente e estabelece uma codificação que, em geral, é constituída por duas letras. A primeira, que pode ser S ou C representa a aplicação automotiva. O S (Spark Ignition ou Service) se refere a óleos para motores do ciclo OTTO (veículos leves a gasolina ou álcool), enquanto que o C (Compression Ignition ou Commercial) se refere a óleos para motores do ciclo DIESEL (veículos pesados). A segunda letra indica o desempenho do óleo, o que é definido através de ensaios em motores estabelecidos pela ASTM, que têm como objetivo garantir a proteção dos motores em termos de desgaste e da formação de depósitos em diversas condições de operação. Tais condições englobam os regimes em baixas rotações e baixas cargas, verificadas logo após a partida dos motores, principalmente em regiões de clima frio, etc (CDTM AUTOMOTIVE, 2006).

O rótulo dos lubrificantes contém, necessariamente, as classificações SAE e API do produto comercializado. O consumidor deve seguir sempre a recomendação do fabricante do seu veículo que está impressa no manual do proprietário, atentando para as especificações e deixando para um segundo plano outras informações sujeitas a uma forte componente de marketing (CDTM AUTOMOTIVE, 2006).

Para saber qual é o lubrificante correto para seu veículo, deve-se consultar o “Manual do Proprietário” na parte de manutenção quanto à viscosidade (SAE) e ao desempenho (API) ou então verificar nas tabelas de recomendação disponíveis nos postos de serviço (PETROBRÁS, 2006) Conclusões e recomendações: Sugere-se consultar o manual do veículo de seu interesse para saber as recomendações do fabricante com relação ao tipo de lubrificante a ser utilizado, ler atentamente as informações contidas no rótulo do óleo lubrificante para saber se estas são compatíveis com o que recomenda o fabricante do veículo, e ainda buscar a orientação de um profissional especializado.

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